quinta-feira, 31 de março de 2016

O Buraquinho, Praça dos Poveiros, Porto

O Buraquinho, Praça dos Poveiros, Porto


A Praça dos Poveiros é conhecida por albergar algumas das melhores e mais afamadas petiqueiras da cidade do Porto. Entre estas destaca-se "O Buraquinho", um dos locais mais tradicionais e pitorescos que esta praça tem para nos oferecer.
Fundada em 1927 pelo pai do Sr. Artur Sousa, o qual muitos conheceram pelo seu trabalho incansável ao balcão ao longo de várias décadas, esta prestigiada casa Portuense foi recentemente adquirida e remodelada por um jovem casal, o qual herdou também todo o conhecimento e a tradição dos pratos aqui servidos.
O local, uma pequena cave com características que fazem jus ao seu nome, "O Buraquinho", apresenta-se agora com o estilo de uma taberna contemporânea à moda antiga. Sem perder a sua essencia familar, já não é mais um espaço predominado por uma geração envelhecida. Atualmente, pessoas de todas as idades tentam encontrar aqui a génese das tasquinhas Portuenses e dos seus petiscos.
Nesta casa, nenhuma parte do porco fica fora da ementa. Entre as entradas destacam-se as papas de sarrabulho e o caldo verde. No entanto, é nos pratinhos que encontramos as iguarias que satisfazem os bons comensais e que incluem rojões, tripas, morcelas, bucho, orelheira, chispe, moelas, salpicão e alheiras. Também contam no menu com peixinhos da horta, salada de bacalhau com grão de bico ou salada de feijão fradinho com atum, bem como algumas sandes.
Com uma oferta tão variada optamos por umas papas de sarrabulho como entrada e por pedir um combinado grande que incluiu bucho, orelheira, tripas, morcela e rojões. Nada melhor para testar se a nova cozinheira estava à altura do bom nome desta petisqueira! E foi com um enorme agrado que nos deliciamos com a variedade de sabores que nos foram proporcionados... Nada se perdeu! No que respeita às papas, e na minha modesta opinião, nada como as do Minho. No entanto, foram das melhores que já comi no Porto. Os rojões e o bucho estavam divinais! Sem grandes temperos, posso afirmar que estavam no ponto. Tudo isto acompanhado com broa de milho e vinho verde.
No final, qual o nosso espanto quando nos deparamos com a conta. São poucos os sítios em que ainda nos podemos saciar por menos de 10 euros por pessoa. Até breve!


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Restaurante Piano Bar O Castelo, Montalegre


Um passeio pela vila de Montalegre nunca dispensa uma boa refeição. 

Em pleno centro histórico, junto aos limites do castelo, encontramos o "Restaurante Piano Bar O Castelo". Espaço intimista e que proporciona um ambiente agradável e romântico, prima pela decoração rústica condizente com o castelo que o envolve, e que contrasta com pormenores de arte contemporânea que encontramos na sala de jantar.

Referenciado como um dos melhores restaurantes de Montalegre, não nos desiludiu.

A ementa compila pratos e petiscos típicos da cozinha regional transmontana. Entre estes sobressai a Truta do Cávado. No entanto, estando nós em terras do Barroso, como poderíamos dispensar uma deliciosa vitela barrosã?! Optamos por pedir uma posta e nacos de vitela, que foram acompanhados por batatas à murro e legumes. O pão, também ele da região, tinha um aspeto divinal.

As sobremesas também elas parecem ser todas deliciosas. O leite creme tem um toque de leite condensado que o torna divinal. 

No final, a contaValor justo como seria de esperar para tal refeição, ficando-se pelos 18 euros por pessoa.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Café "A Barrica": A Casa dos Ovos Moles, Aveiro



Qualquer passeio pela bela cidade de Aveiro não dispensa o saborear de uns deliciosos ovos moles.  Doce conventual tradicional desta cidade, que tem ingredientes similares a muitos outros: gemas de ovo e açúcar. No entanto, é um dos melhores doces conventuais que já provei! O toque das folhas de hóstia envolvendo o recheio de ovo dá um sabor soberbo a este doce.

São vários os locais na cidade onde podemos encontrar a esta iguaria da pastelaria conventual. Contudo, muitos deles são uma desilusão para quem aprecia bons ovos moles. Ou não são frescos, ou o recheio não é o que idealizamos.

Porém, junto à ria de Aveiro encontramos o café "A Barrica". Na minha opinião, é a verdadeira casa dos ovos moles, como tão bem indica na sua entrada. O nome deste café reflete a tradição do armazenamento da massa dos ovos moles, em barricas de madeira pintadas com os icones da cidade (os moliceiros e outros temas alusivos à ria), tal como podemos apreciar no interior deste estabelecimento.

O segredo dos ovos moles do café "A Barrica" é sem dúvida a sua confeção, que mantém a tradição caseira. Ou em barrica, ou em barquinha, são simplemente divinais! Ou melhor, uma verdadeira tentação!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Casa das Tortas, Vila Nogueira de Azeitão


Depois de um magnífico passeio pela Serra da Arrábida, passamos por Vila Nogueira de Azeitão. Aí, bem no centro desta pequena vila, encontramos a Casa das Tortas. A sua história reflete-se nos pequenos pormenores desta casa, fundada em 1910. Ao entrar, somos atraídos pelas características do mobiliário de época, recheado com uma garrafeira invejável de moscatéis, de Setúbal é claro! No entanto, foram os doces regionais que nos fizeram permanecer uns minutos a observar uma pequena vitrine. Aí encontramos um dos ex-libris da doçaria regional Portuguesa, as Tortas de Azeitão. Doces à base de ovo, com um toque de limão e canela. Como algo tão simples pode ser tão magnífico?! E nada como um bom moscatél para os acompanhar. Um dos melhores doces que sem dúvida já provei. Voltaremos em breve!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Pampilhos de Santarém - Pastelaria Canto da Cruz


Passamos por Santarém e não resistimos à tentação de procurar pelos seus doces regionais, até então desconhecidos para nós.

Apesar de ser feriado e da maior parte dos espaços comerciais se encontarem fechados, lá encontramos a Pastelaria Canto da Cruz a qual permanecia aberta. A nossa viagem tinha acabado de se tornar mais rica.

A Pastelaria Canto da Cruz está localizada em pleno centro histórico da cidade, apresentando-se como um espaço de pequena dimensão, mas com um toque tradicional e acolhedor, que prima pela sua oferta de doces regionais e simpatia no atendimento.

Depois de algumas provas acabamos apaixonados pelos pampilhos. A génese do seu nome está nos campinos ribatejanos, mais precisamente na vara comprida usada por estes para conduzir o gado, o pampilho.  Este pequeno prazer da gastronomia Portuguesa caracteriza-se pelo seu aspeto fino e comprido. O exterior possui a textura de um biscoito, sendo recheados com creme de ovos moles e canela.

Fica prometido, vamos voltar!

quarta-feira, 13 de maio de 2015


Adega do Quim, Porto




A lotação e a  descaracterização das tradicionais tasquinhas localizadas no centro da cidade do Porto tem sido uma consequência inevitável do aumento do turismo e da divulgação de alguns destes espaços nos meios de comunicação social. No entanto, existem algumas que continuam a resistir a esta tendência e que primam pelo atendimento rápido e familiar. A Adega do Quim é uma dessas tasquinhas. Sita junto à estação de São Bento há mais de 50 anos e tem sido o local de eleição de muitos dos viajantes que findam a sua viagem nesta estação, bem como dos profissionais da CP. Também os amantes da movida portuense conhecem bem este espaço, sendo o local de eleição para muitos jovens petiscarem algo antes de regressarem a casa.
 
Este é sem dúvida um local a não perder, nomeadamente para aqueles que apreciam a cozinha tradicional portuguesa. Entre os pratos principais para almoço poderão encontrar as famosas tripas à moda do Porto. Se pretendem petiscar a oferta é vasta, passando pelo bucho, bolinhos de bacalhau, papas de sarrabulho, bifanas, entre muitos outros. A minha sugestão são as sandes de filete (na foto). Como algo aparentemente tão banal pode ser tão bom?!

domingo, 1 de março de 2015

Casa das Iscas, Porto




No Porto, junto à igreja de Paranhos, encontramos a Casa das Iscas. Espaço com aspeto discreto, não nos faz imaginar o qualidade dos petiscos que aí vamos encontrar. Desde as pataniscas, bolinhos de bacalhau aos rojões e moelas, são vários os petiscos preparados a pedido. Após degustarmos umas breves entradas e de nos deliciarmos com o pão ainda morno, pedimos a tão desejada isca de bacalhau. Qual não foi o nosso espanto quando nos deparamos com o tamanho desta iguaria, era enorme! Tinha algo de incompreensível, mas também de delicioso. Talvez a massa envolvente. Talvez o ponto de fritura. Não sabemos o segredo.  Saímos apenas com a certeza de voltar brevemente.